sábado, 28 de janeiro de 2012

Cafeicultores exportam através do Comércio Justo

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A Cooperativa dos Produtores de Cafés Certificados e Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (COCENPP) realizou, no final do mês de janeiro de 2012, o primeiro envio ao exterior de um lote produzido segundo os princípios do Comércio Justo. O contêiner com 320 sacas saiu do Porto de Santos com destino aos Estados Unidos. O lote foi adquirido pela Café Bourbon, de Minas Gerais, e exportado para a torrefadora Green Malten, de Nova York.



O gestor do Programa de Cafés Especiais, do Sebrae no Paraná, Odemir Capello, comenta que a expectativa é aumentar a produção pelo sistema para realizar novas exportações do produto brasileiro. "Além disso, pretendemos visitar feiras especializadas nos Estados Unidos para divulgar nosso café e nossas condições de trabalho visando abrir novas oportunidades de negócios", diz.



Luiz Fernando de Andrade Leite, presidente da cooperativa, relata que a transação é um marco importante para os produtores da região. "A venda para o mercado externo agrega valor para o agricultor, aumenta sua autoestima e traz riqueza e desenvolvimento para a região", declarou.



O Comércio Justo é um selo que busca preços e padrões sociais e ambientais equilibrados nas cadeias produtivas. O movimento confere atenção especial às exportações de artigos de artesanato e produtos agrícolas, principalmente.



Para obter a certificação, o produto deve integrar uma organização formal. Com o apoio do Sebrae no Paraná, a COCENPP organizou oito núcleos em diferentes cidades do Paraná. A instituição pretende implantar outros sete núcleos até 2013. Em cada agrupamento, os cafeicultores são atendidos por um consultor que orienta a respeito da gestão das propriedades e do aumento do valor agregado do produto.



Odemir Capello explica que os núcleos de Abatiá e Ribeirão Claro foram certificados em dezembro de 2011. Segundo ele, a certificação é uma tendência do mercado. "Num futuro próximo, será obrigatória. Os consumidores têm direito de saber a procedência dos produtos e de que forma foram produzidos", explica

FONTE: http://www.revelia.com.br/?pagina=posts&id=2534tipo=Ribeir%E2o%20do%20Pinhal

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vai um cafezinho aí?

por Eliseu Frechou


Vai um café aí?
Vai um café aí?
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Os estudiosos já consideram... querem saber, antes de iniciar a defesa da minha bebida preferida, já vou adiantando – e ameaçando – recusar café aqui em casa é ofensa, passível de término de amizade. Ok então, conforme estávamos iniciando o texto, nada imparcial sobre o café, estudiosos afirmam que o café é um alimento funcional, que previne doenças, ou até mesmo nutracêutico, ou seja, proporciona benefícios tanto para a manutenção da saúde como também para fins terapêuticos, incluindo o tratamento de doenças.

E não é só de cafeína que o café é composto. Ele ainda é rico em sais minerais, como potássio, cálcio, zinco, ferro e magnésio, contém vitamina B, uma grande quantidade de ácidos clorogênicos, antioxidantes naturais e nutrientes que ajudam na prevenção da depressão e suas conseqüências,que podem ser, em níveis elevados, o tabagismo, alcoolismo e consumo de drogas. Essas substâncias estão presentes em uma proporção de 7% a 10%, isto é, de 3 a 5 vezes mais que a cafeína, com um índice que vai de 1% a 2,5%. Ainda com relação à depressão (a quarta maior causa de morte no mundo nos dias atuais, que pode chegar a ser a segunda até 2020, conforme informações da OMS), o consumo diário - e moderado pelos adultos - pode ainda auxiliar no seu combate,.

O ideal é no máximo 3 a 4 xícaras diárias de café, o que representa cerca de 500mg de cafeína, o que estimula a atenção, concentração, memória e aprendizado.

Existem ainda estudos recentes que indicam que algumas substâncias presentes no café podem ajudar a prevenir demências e o Alzheimer. O café ativa um mecanismo no cérebro que libera um fator de crescimento chamado fator neurotrófico cerebral, que ativa células-tronco para se converterem em novos neurônios.
Pesquisas realizadas na Suécia relatam que mulheres que tem o hábito de beber pelo menos cinco xícaras de café por dia também apresentam um risco menor de desenvolver um certo tipo de câncer de mama.

O café também parece ter influência nos homens, aumentando os níveis de testosterona e outros hormônios sexuais, que claramente desempenham um importante papel no combate ao câncer de próstata.

As pesquisas mostram que tanto o cacau quanto o café têm importantes ações neuroprotetoras. É por isso que nas sociedades da América do Sul, nas quais se bebe café orgânico, há as menores taxas de Alzheimer e Parkinson.

Ainda assim, é importante saber que quando consumido em excesso, o café pode inibir a reabsorção de glutamato, um neurotransmissor essencial para nos manter em alerta e prontos para agir.

Outra razão pela qual a cafeína ganhou má reputação foi pelo fato de ela ser formadora de substâncias ácidas. Entretanto, alimentos ácidos também são essenciais à saúde. O grande problema, na verdade, é o fato de o elevado nível de acidez no corpo poder causar uma acidose metabólica, prejudicando o funcionamento do corpo. Portanto, sempre que consumir alimentos protéicos, acompanhe com alimentos de origem vegetal, que normalmente são
alcalinizantes. O mesmo vale para o café. Se você toma café, consuma frutas e vegetais em quantidades adequadas.

Colocando na balança, os impactos positivos do café parecem superar os negativos. E atenção: o café feito em casa tem de ser ingerido até 15 minutos depois de coado, senão, oxida.

FONTE: www.espn.estadao.com.br

COMENTÁRIO: é importante considerar que o consumo de café orgânico é melhor devido à ausência de produtos químicos (agrotóxicos principalmente) que são substâncias estranhas ao nosso organismo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Conheça o vinho ecológico, chamado sabor da terra

Os vinhos ecológicos nos devolvem os verdadeiros sabores naturais da terra. Foto: EFE

Os vinhos ecológicos nos devolvem os verdadeiros sabores naturais da terra
Foto: EFE


De Isabel Martínez Pita

A globalização que tudo unifica também chegou ao mundo do vinho. O uso de uma infinidade de produtos químicos sintéticos fez com que vinhos procedentes de diversos países e continentes tenham o mesmo aroma, cor e textura.

Para o enólogo e viticultor Francisco Cambronero, proprietário das adegas Vinos Cambronero S. L., quando alguém come uma fruta ecológica, se dá conta de que ela tem um sabor mais natural. "Se não utilizarmos agrotóxicos para cultivar uvas, obteremos frutas de melhor qualidade, que dará um vinho com sabores mais autênticos."

É o que Cambronero chamou "o sabor da terra", que se consegue manter com o uso de adubos naturais, alguns orgânicos produzidos por animais que se criam também de forma ecológica, assim como fermentos que tenham sua origem na mesma região.

Um vinho para cada terra e clima
Em sua opinião, o vinho resulta da peculiar simbiose que se estabelece entre a terra e o clima do determinado local onde é elaborado. Essas duas condições são as que fornecem a cada bebida as qualidades específicas que as diferencia, e que são tão apreciadas por seus admiradores.

"Não podemos mudar o clima, mas se mantivermos as condições do terreno de maneira artificial, com água e adubos, faremos com que os vinhos sejam menos originais e haja poucas diferenças entre um e outro. Cada solo tem uma composição distinta, assim como o clima. Dessa forma, o terreno perde as características particulares", destacou o viticultor.

A normativa da Sociedade Espanhola de Agricultura Ecológica determinou que a produção de vinho ecológico deve diferir da produção de vinho convencional em vários aspectos tanto no cultivo da uva como na posterior elaboração do vinho.

Em primeiro lugar, a produção ecológica proíbe o uso de agrotóxicos e adubos de origem química de síntese. Em seu lugar, para se adequar às normas estabelecidas, apresentam-se as práticas alternativas baseadas na fertilização com materiais de origem orgânica, como a compostagem, os adubos verdes e os resíduos de colheitas. A vantagem é que outros agricultores podem aproveitar o restante das produções originais.

"A novidade é o não ecológico"
Embora o ecológico esteja na moda, devido a uma maior conscientização quanto aos problemas ambientais do planeta, o vinho ecológico não é nenhuma novidade. "Eu sempre digo que é o método que meu avô tinha de cultivar. Há muita gente que, quando se fala de agricultura ecológica, acha que se está falando de uma coisa nova. Mas, na realidade, a novidade é o não ecológico", ressaltou Cambronero.

Além dos prejuízos causados pelos produtos químicos nas características dos vinhos tão apreciadas tradicionalmente, existem outros mais graves que afetam a saúde dos seres humanos.

Francisco Cambronero, que possui uma adega familiar no município de Fuentealbilla (leste da Espanha) produtora de vinhos ecológicos, explicou: "nós não utilizamos produtos orgânicos de síntese porque, por não serem naturais, não sabemos os efeitos que eles têm a longo prazo sobre a saúde".

"Muitas vezes o aumento de câncer, alergias ou outras doenças podem ser associadas a esses produtos. Mas essas relações são muito difíceis de ser estudadas por causa das altas quantidades de produtos químicos que utilizamos na elaboração dos alimentos que consumimos que se relacionam uns com os outros", explicou o enólogo.

O uso de agrotóxicos também contribui para contaminar a natureza, a ponto de danificar seriamente águas e terras, impedindo-as de serem usadas pelas gerações futuras.

"Se utilizamos agrotóxicos, estamos contaminando o terreno, e uma contaminação deste tipo pode permanecer por milhares de anos. Temos de pensar no que deixamos para as gerações posteriores. Há muita água que já não pode ser bebida devido ao nível de nitritos que contém decorrente dos adubos utilizados, motivo pelo qual o uso destes começa a ser proibidos em algumas regiões", acrescentou.

Vinho sem álcool
Mas as maneiras de se conseguir um bom vinho não se resumem à melhora da qualidade com uvas bem cuidadas e um processo ecológico e natural de elaboração delas em vinho. Também surgiram empresas que se dedicam a fabricar vinhos sem álcool.

Ramón Bodenlle, biólogo e produtor de vinhos sem álcool das Adegas Élivo, conta como começou a aventura de introduzir vinhos sem álcool no mercado, uma peculiaridade ainda estranha para os bebedores frequentes.

"Nós estávamos trabalhando em uma pesquisa que relacionava os efeitos do vinho ao álcool na saúde humana. Os principais recaíam sobre o sistema cardiovascular. O consumo frequente pode provocar uma redução das plaquetas e também um aumento da dilatação das artérias. Em consequência, pode aumentar o risco de infartos de miocárdio e doenças relacionadas à formação de trombos", ressaltou Bodenlle.

Ele e sua equipe de pesquisadores pensaram que era o momento de criar um vinho que não causasse problemas, nem legais nem salubres, mas que mantivesse as características olfativas e gustativas.

"Não tínhamos nenhuma ideia de mercado", reconheceu o biólogo. "Por isso, fizemos uma primeira prospecção com mostras do produto. Vimos que a ideia despertava interesse e que o produto podia ter boa recepção, por isso começamos a desenvolver a tecnologia. Primeiro com uma equipe pequena, que agora já se transformou em outra que pode chegar a produzir 12 milhões de litros de vinho sem álcool por ano."

A técnica de processamento começa por buscar os vinhos que melhor se adaptam a este método, para transportá-los de seu lugar de origem à fábrica de retirada de álcool. "O processo consiste em aumentar a pressão e a temperatura até 36 graus centígrados, com o que se consegue que o vinho passe à fase de vapor. Uma vez conseguida esta fase, extrai-se o vapor de álcool, resultando num vinho sem álcool", concluiu Ramón

FONTE: www.terra.com.br

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Produção de alimentos orgânicos diminui em Sorocaba

A falta de incentivos de todos os tipos, inclusive da desburocratização para regulamentação e a ausência de conscientização dos consumidores, tem inibido a produção de alimentos orgânicos em Sorocaba e região. Em 2009, o Sindicato Rural local contava com oito produtores na sua área de abrangência, num total de quatro cidades, mas hoje tem apenas um registro, uma fazenda na Serra de São Francisco que produz hortaliças. Já a Secretaria Estadual da Agricultura não tem nenhum levantamento preciso, mas estima que existam cerca de 200 agricultores divididos nas 19 cidades que abrange, com a maioria deles concentrada em Ibiúna.
Porém, a exemplos de outros países do exterior, como a Alemanha, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pretende mudar o quadro brasileiro ainda neste ano, estimulando o crescimento e a organização do setor, que soma atualmente apenas 15 mil agricultores no País.Segundo o Mapa, desde 1º de janeiro de 2011, os produtores de alimentos orgânicos precisam ter selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SiSOrg) para a comercialização dos produtos, uma forma de padronizar e organizar a produção e o comércio dos orgânicos. Essa normatização restringiu o desempenho de pequenos produtores, principalmente porque a certificação é paga, cerca de R$ 2 mil ao ano. Mas ainda assim, o governo federal aposta no setor. O desejo, entre outros, segundo informações do Mapa, é fazer do país a referência em produtos biológicos de controle de pragas, com a criação, inclusive, de uma delegação de especialistas para discutir o tema junto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Além disso, as leis brasileiras abriram uma exceção à obrigatoriedade de certificação dos produtos orgânicos para agricultura familiar, que hoje pode vender os orgânicos diretamente aos consumidores finais. Mas para isso os agricultores precisam estar vinculados a uma Organização de Controle Social (OCS). Porém, a prática têm sido difícil aos produtores locais. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Sorocaba e Região, Luiz Antônio Marcello, sete agricultores espalhados entre Sorocaba, Salto de Pirapora, Votorantim e Sarapuí deixaram de produzir alimentos orgânicos devido às exigências e custo da certificação, além de ausência de incentivos, como políticas de redução de impostos para a área rural, projeto de melhor uso da água na agricultura, parceria entre produtores e Prefeituras para uso dos produtos na merenda escolar e feiras segmentadas.
"Existe muito ainda a ser feito para a conscientização coletiva de que o produto orgânico, apesar de mais caro, é mais benéfico à saúde - inclusive dos agricultores -, que não precisam ter contato com agrotóxicos. Mas o que percebemos também é que os governos ainda não desenvolveram políticas efetivas para o setor", afirma ele. Isso porque, além da dificuldade de custear a certificação, a produção orgânica depende mais do agricultor do que a convencional, que tem uma colheita mais rápida e menos chances de perda. "A agricultura tradicional não depende exclusivamente do homem como na orgânica, que precisa ser zelada justamente porque não utiliza-se agrotóxicos para acabar com pragas. Os alimentos orgânicos são mais sensíveis. Por isso, a produção exige mais mão-de-obra, o que encarece em até 15% o produto", observa ele, que acredita em propostas de incentivo como a do governo paranaense, de melhor utilização da água e baixo custo aos agricultores.
"Em Sorocaba não existe mais área rural. O imposto nestes locais é de área urbana. O mesmo acontece com a água, enquanto no Paraná o governo desenvolveu uma proposta voltada ao agricultor e reduziu seus custos", defende. Além disso, o sindicalista destaca que nos últimos quatro anos o sindicato rural desenvolveu oito cursos profissionalizantes e de gestão voltados ao produtor de orgânicos. "Havia um projeto de uma feira exclusivamente com produtos orgânicos. Não sei o que aconteceu, mas não saiu do papel", desabafa. Marcello tem como sugestão uma parceria entre os produtores e as Prefeituras para merenda escolar. "É fácil resolver e essas crianças precisam se alimentar bem. Uma forma de fazer isso era comprar os orgânicos para a merenda. Seria uma forma de manter o produtor no campo, já que essa cultura é mais desenvolvida no âmbito familiar", acredita ele, que também pondera, "mas o produtor também precisa se organizar e investir. O cultivo é demorado e exige planejamento". A Prefeitura de Sorocaba informou, por sua vez, que ainda tem interesse no setor e que há projeto, ainda sem previsão, de desenvolver o comércio de produtos orgânicos no Mercado Distrital, que está sendo reformado.


Fonte: http://portal.cruzeirodosul.inf.br

Venda de produtos orgânicos supera modismo e cresce forte

Venda de produtos orgânicos supera modismo e cresce forte

O mercado de produtos orgânicos faturou R$ 500 milhões em 2011. Foto: Dreamstime/Especial para Terra

O mercado de produtos orgânicos faturou R$ 500 milhões em 2011
Foto: Dreamstime/Especial para Terra



O mercado e a demanda estão em alta na área de produtos orgânicos e sustentáveis, embora o volume de produção ainda seja pequeno. A Associação Brasileira de Orgânicos Biologicamente Sustentáveis (BrasilBio) estima que, em 2011, o setor tenha movimentado 500 milhões de reais no País. Apesar do crescimento acelerado, o valor é considerado baixo para o potencial brasileiro. A previsão da BrasilBio é que este mercado crescerá de 30% a 40% em 2012, repetindo o bom desempenho de 2011.

O desafio agora é integrar a cadeia produtiva e processadora para acelerar também o atendimento da demanda. Segundo o presidente da BrasilBio, José Alexandre Ribeiro, a entidade corre contra o tempo "para credenciar produtores e incentivar setores da economia a garantir o registro orgânico".

A previsão de crescimento não está focada somente nos produtos agrícolas, mas também nos produtos industrializados (processados) com bases orgânicas. Nas primeiras feiras realizadas pela BrasilBio, no início da década passada, praticamente toda a área de exposição era tomada por alimentos orgânicos in natura. Na última edição da feira, 70% a 80% já eram produtos processados.

Empresas em expansão


Para o empresário Marcos Wettreich, do site de comércio online sustentável Greenvana, o mercado ainda depende do aumento do número de consumidores desse tipo de produtos para ganhar escala. De acordo com ele, "a massa crítica deste tipo de mercado precisa crescer". Os consumidores precisam ser mais bem informados sobre o que são os produtos sustentáveis e orgânicos.

A Greenvana é uma loja virtual de produtos sustentáveis que vende produtos próprios, além de artigos nacionais e importados de segmentos como casa, bebê, beleza, moda e pets. "Sustentabilidade é uma tendência de mercado e também uma necessidade", afirma ele.

Com faturamento médio mensal de R$ 110 mil, as franquias Mundo Verde somam 199 lojas no Brasil e em Portugal, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). A marca, criada em 1987 na cidade de Petrópolis (RJ), abriu 32 lojas em 2011 e espera abrir outras 45 em 2012. A expectativa é atingir 450 lojas até 2015 - "todas franqueadas", afirma Donato Ramos, diretor de Marketing da empresa.

A Mundo Verde conta com 1.200 fornecedores em todo o Brasil - e dá preferência para os locais - sendo que as vendas têm crescido 20% ao ano.

Assim como Wettreich, Ramos ressalta que existem barreiras para um maior crescimento nesse setor. Preço alto e falta de conhecimento do diferencial dos produtos orgânicos e sustentáveis são as duas principais dificuldades que as lojas encontram, segundo ele.

Fábio Beltrão, sócio-diretor da área de Inteligência de Mercado da consultoria GS&MD - Gouvêa de Souza, afirma que o fortalecimento do mercado desses produtos é uma tendência irreversível. Mas afirma que, além de preços altos e falta de informação, outra barreira para o crescimento do setor é produção ainda escassa. "Faltam incentivos e a distribuição é falha", afirma o executivo.

Em pesquisa realizada em 2010, a GS&MD apurou que o consumidor brasileiro pagaria até 8% a mais para ter um produto sustentável no seu carrinho do mercado - a média mundial é 7,6%. Porém, Beltrão acredita que o brasileiro acabará optando por produtos de preço mais baixo. "O mercado deverá se ajustar ao desejo do consumidor", diz.

Segundo Alexandre Borges, sócio e presidente da Mãe Terra, dois problemas precisam ser vencidos para que o setor deslanche. Em primeiro lugar, é preciso convencer o consumidor de que sabor e saúde são compatíveis. "Para isso, basta desafiar o preconceito e experimentar os produtos disponíveis nos pontos de venda", afirma Borges.

O segundo problema, segundo ele, é que o próprio mercado não está adequado para produzir alimentos naturais. "A indústria de ingredientes, por exemplo, se acostumou a desenvolver elementos artificiais. Voltar aos tempos dos nossos avós, que consumiam tudo fresquinho e com qualidade, é muito difícil. É preciso achar um meio termo", diz ele.

Cross Content
Especial para o Terra

COMENTÁRIO: Me parece que o questão agora é fortalecer o mercado justo.