sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vai um cafezinho aí?

por Eliseu Frechou


Vai um café aí?
Vai um café aí?
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Os estudiosos já consideram... querem saber, antes de iniciar a defesa da minha bebida preferida, já vou adiantando – e ameaçando – recusar café aqui em casa é ofensa, passível de término de amizade. Ok então, conforme estávamos iniciando o texto, nada imparcial sobre o café, estudiosos afirmam que o café é um alimento funcional, que previne doenças, ou até mesmo nutracêutico, ou seja, proporciona benefícios tanto para a manutenção da saúde como também para fins terapêuticos, incluindo o tratamento de doenças.

E não é só de cafeína que o café é composto. Ele ainda é rico em sais minerais, como potássio, cálcio, zinco, ferro e magnésio, contém vitamina B, uma grande quantidade de ácidos clorogênicos, antioxidantes naturais e nutrientes que ajudam na prevenção da depressão e suas conseqüências,que podem ser, em níveis elevados, o tabagismo, alcoolismo e consumo de drogas. Essas substâncias estão presentes em uma proporção de 7% a 10%, isto é, de 3 a 5 vezes mais que a cafeína, com um índice que vai de 1% a 2,5%. Ainda com relação à depressão (a quarta maior causa de morte no mundo nos dias atuais, que pode chegar a ser a segunda até 2020, conforme informações da OMS), o consumo diário - e moderado pelos adultos - pode ainda auxiliar no seu combate,.

O ideal é no máximo 3 a 4 xícaras diárias de café, o que representa cerca de 500mg de cafeína, o que estimula a atenção, concentração, memória e aprendizado.

Existem ainda estudos recentes que indicam que algumas substâncias presentes no café podem ajudar a prevenir demências e o Alzheimer. O café ativa um mecanismo no cérebro que libera um fator de crescimento chamado fator neurotrófico cerebral, que ativa células-tronco para se converterem em novos neurônios.
Pesquisas realizadas na Suécia relatam que mulheres que tem o hábito de beber pelo menos cinco xícaras de café por dia também apresentam um risco menor de desenvolver um certo tipo de câncer de mama.

O café também parece ter influência nos homens, aumentando os níveis de testosterona e outros hormônios sexuais, que claramente desempenham um importante papel no combate ao câncer de próstata.

As pesquisas mostram que tanto o cacau quanto o café têm importantes ações neuroprotetoras. É por isso que nas sociedades da América do Sul, nas quais se bebe café orgânico, há as menores taxas de Alzheimer e Parkinson.

Ainda assim, é importante saber que quando consumido em excesso, o café pode inibir a reabsorção de glutamato, um neurotransmissor essencial para nos manter em alerta e prontos para agir.

Outra razão pela qual a cafeína ganhou má reputação foi pelo fato de ela ser formadora de substâncias ácidas. Entretanto, alimentos ácidos também são essenciais à saúde. O grande problema, na verdade, é o fato de o elevado nível de acidez no corpo poder causar uma acidose metabólica, prejudicando o funcionamento do corpo. Portanto, sempre que consumir alimentos protéicos, acompanhe com alimentos de origem vegetal, que normalmente são
alcalinizantes. O mesmo vale para o café. Se você toma café, consuma frutas e vegetais em quantidades adequadas.

Colocando na balança, os impactos positivos do café parecem superar os negativos. E atenção: o café feito em casa tem de ser ingerido até 15 minutos depois de coado, senão, oxida.

FONTE: www.espn.estadao.com.br

COMENTÁRIO: é importante considerar que o consumo de café orgânico é melhor devido à ausência de produtos químicos (agrotóxicos principalmente) que são substâncias estranhas ao nosso organismo.

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